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STF bloqueia contas e bens de Eduardo Bolsonaro por atuação internacional contra instituições brasileiras

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio das contas bancárias, ativos financeiros, bens móveis e imóveis, além do salário parlamentar do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A decisão, tomada no domingo (21), é parte das investigações que apuram a atuação do parlamentar fora do país para enfraquecer instituições brasileiras, especialmente o próprio STF.

Segundo fontes ligadas ao processo, Eduardo, que atualmente se encontra nos Estados Unidos, teria buscado autoridades norte-americanas para pressionar por sanções econômicas e diplomáticas contra o Brasil e seus ministros. A medida judicial visa impedir a movimentação de recursos que possam financiar essa ofensiva política no exterior.

O bloqueio inclui também a chave Pix e todas as operações financeiras atreladas ao CPF do deputado. Em nota, Eduardo afirmou que está “tranquilo” e que “não será intimidado por medidas arbitrárias”, embora tenha confirmado dificuldades em movimentar sua conta nos últimos dias.

A decisão de Moraes ocorre dias após o ex-presidente Jair Bolsonaro afirmar, em entrevista, ter enviado cerca de R$ 2 milhões para custear a estadia do filho nos EUA. O valor também deverá ser rastreado e, se ainda estiver em contas de Eduardo, será retido pelas autoridades brasileiras.

Além do bloqueio, o deputado pode enfrentar nova frente de pressão política. Sua licença parlamentar se encerrou no último sábado (20), e a ausência prolongada sem justificativa pode levar à abertura de processo por abandono de mandato na Câmara dos Deputados.

A medida do STF é considerada estratégica para “asfixiar financeiramente” o deputado e impedir que ele continue organizando articulações externas contra o Judiciário brasileiro.

A defesa de Eduardo Bolsonaro ainda não se pronunciou formalmente sobre o bloqueio. A expectativa é de que novas medidas sejam anunciadas nos próximos dias, enquanto o clima de tensão institucional entre o Legislativo e o STF se intensifica.