Por: Paulo Chagas | 14/11/2017

 

Pequenos municípios da Serra Catarinense têm sido alvo constante de roubo de gado (abigeato). Entre os ruralistas, o consenso de que alguma coisa precisa ser feita para conter esta ameaça dos ladrões, que rondam as propriedades. A Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (FAESC) articula uma parceria com a Polícia Militar Ambiental, para, em conjunto, encontrar uma maneira de viabilizar a segurança no campo. Porém, o entendimento é de que não basta só querer, é preciso também recursos. O estudo avança a partir da parceria com a PM envolvendo não somente a Federação, mas também, com envolvimento de todas as entidades sindicais do Estado.

De acordo com o presidente da Associação Rural de Lages, Márcio Pamplona, a situação hoje está praticamente sem controle. Os registros de roubo de gado se acumulam nas delegacias, sem que se descubram os autores. “Na semana passada foram cerca de 20 cabeças levadas de uma propriedade de Painel. Outro dia foram cerca de 40, de Capão Alto, e nenhum animai foi localizado”, disse o dirigente.

Para o dirigente, a falta de uma ação prática, como a criação de uma Delegacia Rural, só para tratar de casos envolvendo o campo, pode ser uma alternativa. Márcio salienta que há a necessidade de mais envolvimento político e de gestores municipais e do Governo do Estado, além das forças policiais e sindicais, para que crimes no interior sejam combatidos.