A instalação do curso de Medicina da Unifacvest foi apresentada nesta quinta-feira pela reitoria como algo que vai muito além da formação de novos médicos. A instituição detalhou à imprensa a estrutura preparada, que inclui hospital simulado, equipamentos como tomografia e mamografia, corpo clínico e a perspectiva de implantação de um grande hospital universitário, com cerca de 4 mil metros quadrados, além da ampliação das estruturas de saúde já existentes.
A autorização do MEC foi publicada na quarta-feira (30), após um processo que se estendeu por mais de três anos e recebeu conceito máximo na avaliação realizada em 2023.
O impacto esperado também é econômico. A nova operação tende a movimentar a construção civil, serviços, comércio, alimentação e, principalmente, o mercado imobiliário, com a necessidade de novas unidades residenciais para atender estudantes, profissionais e trabalhadores que poderão chegar de outras regiões.
Na avaliação apresentada pelo reitor Geovani Broering, Lages vive um momento que pode estimular novos investimentos e contribuir para o crescimento da população. A projeção mencionada é de que o município possa alcançar cerca de 270 mil habitantes em dez anos.
Com a primeira turma especial e a segunda turma prevista para iniciar no calendário regular de fevereiro, a Medicina passa a representar mais um vetor de transformação para a cidade. A Unifacvest destaca ainda que trabalha com recursos próprios na estrutura hospitalar e que Lages poderá contar com um complexo universitário de saúde integrado ao ensino.
Além disso, com o novo curso, o movimento coloca educação, saúde, moradia e geração de atividade econômica no mesmo eixo. Para Lages, é uma oportunidade de transformar crescimento institucional em novos investimentos e valorização do que a cidade já vem construindo.