Foram dois volumes lançados sobre a maçã fuji e configuram o resultado da parceria entre o Sebrae e a Epagri: um histórico e cultural, e outro, técnico
São Joaquim – A abertura da 24ª Festa Nacional da Maçã, na noite desta sexta-feira (6) reservou um momento especial, para o lançamento de duas obras consolidadas pela parceria entre o Sebrae/SC e Epagri, exaltando a maçã fuji de São Joaquim. A fruta, certificada pelo selo de Denominação de Origem, produzida na região, está agora também fundamentada histórica e culturalmente pela edição dos livros. O evento contou com a presença do governador Jorginho Mello, do prefeito Giovani Nunes, além de representantes dos produtores, da Epagri, Sebrae e Cidasc.
Cada autoridade presente recebeu exemplares dos livros que caracterizam a maçã como importante produto para a economia de Santa Catarina. A obra contempla diversos estudos realizados por pesquisadores e que evidenciam a qualidade da fruta. Nas duas edições, um amplo resgate da história da maçã fuji na Região Serrana, ilustradas com fotos e registros únicos, trazendo também relatos importantes de personalidades ao longo da trajetória da cultivar.
Para o vice-presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/SC, Antônio Marcos Pagani de Souza, São Joaquim se destaca a nível nacional por ser a cidade com mais Indicações Geográficas (IGs) do país, sendo da maçã fuji, do mel da bracatinga, do queijo serrano, dos vinhos de altitude, e em breve, do frescal de São Joaquim, e quem sabe futuramente da goaiba serrana. Quanto aos livros, disse que representa a conquista de uma história sobre uma das melhores maçãs do mundo, diferente, e que é somente produzida na Serra Catarinense, acima de 1.200 metros de altitude. Por isso, o esforço do Sebrae e da Epagri para seguir difundindo a história da fruta para todo o país.
Uma das autoras do livro que explica e conta a história e a cultura da maçã fuji da Região de São Joaquim, Christina Baumgarten, ressalta que foi um trabalho de anos e com extensa pesquisa, tanto técnica quanto histórica da parte dela, e ao longo dos anos de dedicação descobriu coisas preciosas, com a vinda de um técnico japonês, trazido pela Epagri, para ensinar os brasileiros a plantar a maçã, e depois, com a vinda dos imigrantes a produção da fruta explodiu. “São histórias preciosas, maravilhosas, de pessoas que começaram de forma corajosa, e agora sendo contada nos livros”, ressalta.
Ainda sobre a maçã, importante lembrar que ao longo dos últimos anos, a Epagri, Sebrae e Associação dos Produtores de Maçã e Pera (AMAP), trabalharam juntos com toda a cadeia produtiva da macieira e com diversas instituições para a obtenção da denominação de origem da Maçã Fuji da Região de São Joaquim, recebendo a Indicação Geográfica (IG) em 2021. Conforme o pesquisador da Epagri/Ciram Angelo Mendes Massignam, os livros contam e evidenciam a história da região de São Joaquim, e toda a trajetória de estudos que a Epagri tem na cultura da macieira.
Sobre os livros
O livro técnico tem 140 páginas e 10 capítulos e traz informações sobre a área de cultivo, clima, descrição do cultivar e ecofisiologia da macieira. Já o histórico e cultural com conteúdo distribuído em 75 páginas retrata a evolução da maçã na região, desde os primeiros cultivares plantados até a introdução da Fuji, variedade mais cultivada na região. Traz ainda informações sobre o território da maçã Fuji, da cadeia produtiva, do futuro da produção e do processo de construção da identidade visual para a indicação geográfica. Em breve as obras estarão disponíveis para download gratuito no site da Epagri.
Crédito fotos: Paulo Chagas
Por Paulo Chagas – Assessoria de Imprensa Sebrae/SC
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