Deputado Carlos Humberto / Foto: Bruno Collaço / Agência AL
Membros do Podemos e do PL defenderam incentivos e programas voltados ao desenvolvimento do turismo, enquanto integrante do PSD lamentou o crescente vício em jogos online na sessão de terça-feira (27) da Assembleia Legislativa.
Thiago Morastoni (Podemos) sugeriu ao Executivo a criação do Programa de Incentivo ao Turismo de Santa Catarina, nos moldes do atual Programa de Incentivo à Cultura, ou seja, a permissão para que as empresas destinem parte do ICMS para o turismo.
“O programa permitirá que empresas invistam diretamente em roteiros, na promoção de destinos turísticos e na infraestrutura turística”, apontou o representante de Itajaí.
O deputado ainda sugeriu a criação do Fundo Estadual do Turismo e Inovação para disponibilizar microcrédito para guias turísticos, artesãos, pousadas, bares, restaurantes e pequenos atrativos. Também indicou a criação do Prodec do Turismo para financiar parques temáticos, infraestrutura turística e experiências gastronômicas.
Carlos Humberto (PL), por sua vez, pediu apoio para projeto de lei de sua autoria que instituiu em Santa Catarina a rota do antigomobilismo. Humberto citou dados da Federação Brasileira de Veículos Antigos que indicam que a atividade movimenta R$ 32 bi por ano no país.
“Estima-se que depois de São Paulo o estado com maior relevância no seu PIB pela participação dessa atividade seja Santa Catarina. Peço aos colegas que aprovem um projeto de lei importantíssimo para os clubes e mais importante para o estado, porque é essencial que se organize a rota colocando os mais diversos eventos que acontecem em Santa Catarina”, argumentou Humberto.
Napoleão Bernardes (PSD), por outro lado, voltou a criticar os gastos cada vez maiores em jogos online e lamentou o assassinato de uma criança seguido pelo suicídio da mãe por causa de dívidas com jogos online.
“Se vicia com o celular na palma da mão, nunca foi tão fácil perder tudo sem sair de casa”, registrou Napoleão, acrescentando que 54% dos chefes de setores de empresas constataram que os funcionários usam parte do tempo livre para apostar; que 66% dos trabalhadores acabam comprometendo a saúde física e mental por causa do vício; e que 59% dos empresários assumem que as empresas perderam produtividade por causa das apostas.