Política

Frente Parlamentar da Segurança recebe primeiras demandas

Mesmo sendo apenas uma sessão solene de instalação, a Frente Parlamentar da Segurança Pública e Privada recebeu as primeiras demandas na noite desta quarta-feira, na Assembleia Legislativa. Os deputados e representantes da segurança vão atuar para alterações legais, criação de fundo de financiamento, fortalecimento das instituições e de conselhos comunitários de segurança, entre outros pontos.

Conforme o coordenador da Frente, o deputado Sargento Lima, uma das primeiras ações da Frente será buscar formas de viabilizar um fundo para equipar o Instituto Geral de Perícias (IGP). O diretor-geral do órgão, Giovani Adriano fez um breve relato das carências de equipamentos e de pessoal em todas as regiões de Santa Catarina, como peritos criminais e médicos legistas.

Sargento Lima ressaltou que uma das missões da Frente será trabalhar para que as seguranças pública e privada atuem dentro das suas funções. Enfatizou que, hoje, é comum as forças públicas serem chamadas para trabalhar dentro de eventos privados. O deputado ressalta que, mesmo sendo um serviço pago, ao cobrir um evento privado, a Polícia Militar tira o agente da rua ou da folga.

O presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada de SC, Dilmo Berger, sugeriu que a Frente Parlamentar pressione os senadores para que votem a legislação do setor, que tramita no Congresso há uma década e está há dois anos parada no Senado à espera de votação. O deputado Sargento Lima disse que há uma boa sintonia com a bancada federal de SC e que é possível trabalhar para que o projeto ande em Brasília.

A delegada regional de Polícia em Joinville, Tânia Harada, levou dois pontos para a reunião. Um, que nas audiências de custódia seja dada oportunidade ao policial relatar ao juiz as circunstâncias da prisão. Hoje, apenas o detido fala ao juiz. Outra questão, disse, é o “achincalhamento” de policiais pelas redes sociais. Harada sugere que, quando as acusações forem falsas, o Estado busque a reparação, abrindo processo contra os responsáveis pela disseminação das denúncias nas redes sociais.

Agora, a Frente Parlamentar irá montar um cronograma de trabalho. O primeiro ponto é dar encaminhamento às demandas já levantadas. Pela primeira vez no Estado, as forças pública e privada vão debater a segurança em conjunto.

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